Klee alcançou um ponto de virada definitivo no final da década de 1930, após uma profunda transformação em sua vida e obra: primeiro, sua emigração da Alemanha e, segundo, uma grave doença. Sua produção caiu drasticamente em 1936, antes de iniciar uma recuperação gradual no ano seguinte, atingindo o ápice de sua carreira artística em 1939. O conjunto de pastéis representa, em certa medida, um novo território técnico, já que Klee raramente havia utilizado pastéis coloridos antes, e surpreende com suas cores vibrantes. Acima de tudo, porém, prenuncia uma nova linguagem visual — um alfabeto de ziguezagues, ângulos e curvas. Todos os elementos se interligam, criando uma tapeçaria uniforme na qual até mesmo a figura principal emerge gradualmente. O torso pálido com sua carcela de botões ganha foco, enquanto o rosto, com o olho sombreado, recua, como se desejasse permanecer inconfundível.