O clima nos museus está sujeito a padrões especiais. O ideal é que a temperatura não exceda nem fique abaixo de 20 graus +/- 2%, e a umidade fique em torno de 50%, também +/- 2%. Convenientemente, existe um dispositivo de gravação combinado para controlar ambos os requisitos: o termo-higrógrafo. Ele mede e registra ambos os valores em curvas de medição por um determinado período de tempo em uma folha que é fixada em um tambor. Um bimetal em forma de U é usado para medir temperatura, enquanto uma tira de cabelo é usada para medir umidade. O cabelo é preparado usando um processo especial, que permite tempos de fixação curtos para uma ampla faixa de temperatura. Desde 2009, Hans Angerer vem integrando títulos recortados e manchetes contendo a palavra “arte” em vários ciclos de trabalho. Em 2015, eles se tornaram: Por exemplo, sua colagem “The Wave” montada após Hokusai, bem como a série “Forever Unfinished” 2021 e “Art is a House” 2022. Nesta obra, ele também montou as linhas recortadas na folha de papel que normalmente documenta os registros climáticos. Angerer anexou um funil semelhante a um gramofone, como se o dispositivo fosse capaz de executar audivelmente as gravações finas junto com o passar do tempo. O dispositivo, que usa um fio de cabelo humano para detectar as menores flutuações climáticas, é capaz de documentar mudanças no clima, mas não pode influenciá-lo. O ser humano, cujo cabelo, que age sismicamente, fica muito próximo do cérebro, também se parece com uma máquina: ele documenta as mudanças climáticas, mas também parece incapaz de intervir. Ou talvez?